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Gamificação é um termo cunhado em 2002 pelo consultor britânico Nick Pelling e, segundo ele próprio, foi criado com a intenção de ser “deliberadamente feia”. Mas afinal, o que é gamificação? Bom, se trata de um método de engajamento de indivíduos.

Na esfera digital, isso significa que os players vão interagir por meios digitais, como computadores, smartphones, smartwatches e demais gadgets. E como esse método pode auxiliar o engajamento nas empresas?

Gamificação, bilhões em jogo

Esse recurso veio mesmo para ficar. A cada dia, mais empresas investem na estratégia. De acordo com um relatório da empresa global de pesquisa Markets and Markets, a estimativa é que, até 2018, a gamificação será um mercado de mais de 5 bilhões de dólares no mundo todo.

A gamificação pode ser utilizada nas empresas como forma de compartilhar conhecimento e testar o aprendizado de colaboradores, algo já utilizado por companhias de diversos portes e segmentos. Compartilhamos dois exemplos a seguir.

Gamificação nas empresas: apoio em treinamentos

Há um mundo de possibilidades para a gamificação nas empresas. As técnicas mais utilizadas atualmente envolvem programas de pontos, desafios, conquistas de medalhas e badges, placares de líderes, etc. Na prática, recompensas são oferecidas aos participantes que realizam tarefas pré-estabelecidas (comportamentos que levarão a objetivos estratégicos).

O Grupo Gerdau, referência em siderurgia no país, aderiu ao recurso de gamificação para treinar seus funcionários sobre segurança do trabalho. Em uma das unidades da empresa, óculos de realidade virtual e jogos de conhecimentos gerais foram aplicados substituindo treinamentos teóricos. Em troca, os funcionários recebem a certificação obrigatória de Análise Preliminar de Riscos (APR).

A Academia de Liderança da Deloitte, multinacional de consultoria empresarial, trocou o treinamento formal para executivos da empresa e clientes pela gamificação. Antes, o curso tinha baixa adesão e conclusão. Desde a mudança, houve um aumento de 47% entre os usuários que retornam ao site para fazer novas tarefas.

Duas coisas ficam claras com esses exemplos:

  • A gamificação nas empresas é possível até mesmo em ambientes formais;
  • Existe um desafio constante de manter clientes, funcionários e parceiros envolvidos com os valores da instituição.

Três resultados que a gamificação nas empresas pode alcançar

  • Competitividade saudável:
    a competição lida com a natureza humana que motiva as pessoas a partir da vontade de superação em algum aspecto, seja ao próximo ou a si mesmo.
  • Sentimento de conquista:
    ao se atingir um determinado objetivo, desperta-se um sentimento de conquista. Um importante estímulo para que o participante continue engajado e interessado nas próximas etapas.
  • Mensuração de desempenho:
    um membro de um programa que utiliza a gamificação não conseguirá perceber sua evolução sem uma demonstração clara de seu progresso por níveis, conquistas ou demais estruturas montadas para sua interação. Como um termômetro, é possível avaliar e mensurar os resultados com a gamificação. Assim, antecipa-se às necessidades do jogo e às tendências do mercado.

Confira também o quarto episódio de nosso podcast Engajadores, que aborda tudo sobre gamificação, seus conceitos e aplicações, com David de Oliveira Lemes, doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital da PUC-SP, onde é assessor da Divisão de Tecnologia da Informação e professor do Departamento de Computação; e Renato Carbone, publicitário, especialista em loyalty marketing e gerente de Planejamento e líder do Lab de Soluções na Valuenet.

Texto atualizado em outubro de 2021