RADAR é uma curadoria do Tudo Sobre Incentivos, um espaço dedicado a comentários e indicações de conteúdos relacionados ao mundo da fidelização e do engajamento. Nesta edição do Radar TSI #310, mostramos o que pesa na decisão de compra dos brasileiros na Black Friday e como os programas podem aproveitar esse momento, uma iniciativa da Mastercard voltada a pequenos e médios negócios, a chegada do My Lenovo Rewards ao Brasil e o que um novo estudo revela sobre preço e disponibilidade nos programas das companhias aéreas.
Às vésperas da Black Friday, diferentes pesquisas reunidas pela Exame mostram um consumidor atento não apenas ao tamanho do desconto. Em levantamento da Shopee, 79% apontam o frete grátis como benefício mais esperado, à frente de descontos maiores, citados por 65%, enquanto 45% pretendem comparar preços entre sites e aplicativos antes de concluir a compra. No Panorama de Consumo 2026, do Mercado Pago, o frete grátis também aparece à frente do desconto como principal fator de decisão, por 44% a 40%, e 94% dos entrevistados consideram os cupons relevantes, decisivos ou muito importantes.
A Black Friday concentra consumidores especialmente sensíveis a preço, frete e vantagens imediatas. Para os programas de fidelidade, a oportunidade é usar esse impulso para estimular comportamentos que continuem depois da promoção: oferecer pontos extras em categorias estratégicas, criar metas simples de compra, mostrar quanto falta para uma recompensa, incentivar uma segunda compra ou entregar um benefício para ser usado após a Black Friday. O desconto ajuda a conquistar a venda; a fidelização ganha força quando esse incentivo é conectado ao próximo passo da jornada.
A Mastercard levou a parceria com a McLaren para fora das pistas e criou, no Brás, em São Paulo, uma iniciativa voltada a pequenos e médios negócios. A Casa Mastercard combina elementos ligados à Fórmula 1, como uma réplica do carro e simuladores, com cursos gratuitos sobre fluxo de caixa, formação de preços, presença digital, meios de pagamento e segurança de dados, além de atendimento com especialistas. A ação também apresenta o Surpreenda Empresas, programa de benefícios destinado a microempreendedores e PMEs com cartão empresarial da marca.
Já falamos bastante por aqui sobre experiências, muitas vezes associadas ao relacionamento com o consumidor final. Este caso mostra que a mesma lógica pode ser aplicada a outros públicos. O interessante está justamente na combinação entre atração e utilidade: a Fórmula 1 funciona como porta de entrada, mas a proposta não termina no entretenimento. Ela se conecta a necessidades concretas dos empreendedores e abre espaço para um relacionamento que pode continuar depois da ativação. No fim, mais do que ser B2B ou B2C, o que importa é entender interesses e necessidades e transformar essa escuta em uma entrega relevante.
A Lenovo lançou no Brasil o My Lenovo Rewards, programa que permite a consumidores e empresas acumular pontos em compras realizadas nos canais digitais da companhia e convertê-los em descontos em pedidos futuros. A cada 300 pontos, o participante recebe o equivalente a R$ 1 e pode usar o saldo para reduzir em até 90% o valor de uma compra. Os pontos têm validade de seis meses, e o saldo e as movimentações podem ser acompanhados diretamente pela conta Lenovo.
A chegada do programa ao Brasil chama atenção também por levar a lógica da fidelização para uma categoria em que, para o consumidor final, as compras tendem a ser menos frequentes. Nesse contexto, transformar uma aquisição de maior valor em incentivo para a próxima pode ajudar a manter o relacionamento ativo no intervalo entre compras. Ao mesmo tempo, o My Lenovo Rewards contempla também empresas, ampliando a proposta para um público com dinâmica de compra e necessidades diferentes.
A point.me analisou mais de 250 milhões de opções de passagens emitidas com pontos ou milhas para comparar 33 programas de companhias aéreas. O estudo, construído sob a perspectiva do viajante estadunidense, mostra que o valor de um programa não depende apenas de quanto custa o resgate. Entre 1.216 membros ouvidos pela plataforma, 39% disseram priorizar encontrar um assento disponível e 38%, conseguir o menor preço. Além disso, 86% afirmaram perceber os resgates mais caros do que há alguns anos.
A discussão conversa com o que temos observado no Panorama da Fidelização no Brasil 2026: consumidores mais seletivos aumentam a pressão para que o valor prometido pelo programa apareça também na hora de usar o benefício. O estudo da point.me traz isso para uma situação bastante concreta: pouco adianta ter pontos acumulados ou uma recompensa atraente se encontrar uma opção disponível, entender as condições ou concluir o resgate exige esforço demais. Mais do que oferecer valor no papel, programas precisam garantir que ele seja percebido e acessível ao longo da jornada.
Gostou deste conteúdo ou quer falar com um especialista? Comente ou envie sua opinião, dúvidas, sugestões e ideias para nosso email engajadores@tudosobreincentivos.com.br
Especialistas discutem os caminhos profissionais possíveis em loyalty, os setores com mais oportunidades, os perfis…
RADAR é uma curadoria do Tudo Sobre Incentivos, um espaço dedicado a comentários e indicações…
Especialistas discutem os caminhos profissionais possíveis em loyalty, os setores com mais oportunidades, os perfis…
RADAR é uma curadoria do Tudo Sobre Incentivos, um espaço dedicado a comentários e indicações…
RADAR é uma curadoria do Tudo Sobre Incentivos, um espaço dedicado a comentários e indicações…
RADAR é uma curadoria do Tudo Sobre Incentivos, um espaço dedicado a comentários e indicações…