[Radar TSI #301] 80% cancelaram assinatura por preço, IA na troca de marcas e +
//Engajador Rhebeka VasconcelosRADAR é uma curadoria do Tudo Sobre Incentivos, um espaço dedicado a comentários e indicações de conteúdos relacionados ao mundo da fidelização e do engajamento. Nesta edição do Radar TSI #301, reunimos leituras sobre os motivos que levam consumidores a cancelar assinaturas, uma estratégia que começa o relacionamento antes da compra, a estreia do novo programa da Carnival e como a inteligência artificial (IA) pode influenciar a escolha dos clientes na hora de trocar de marca.
[VINDI + OPINION BOX]
80% já cancelaram assinaturas por preço, mas valor vai além da mensalidade
A Pesquisa Assinaturas 2026, da Vindi e do Opinion Box, mostra o quanto a permanência em serviços recorrentes está sujeita à percepção de valor. Entre os entrevistados, 80% afirmam já ter cancelado uma assinatura porque ela ficou mais cara, 79% porque não estavam aproveitando o serviço como deveriam, 76% após perceberem queda na qualidade e 69% devido a uma experiência ruim no site ou aplicativo. Mas, se preço, uso, qualidade e experiência são constantemente colocados na balança, a própria forma de administrar a assinatura também deve entrar nessa avaliação.
Em modelos recorrentes, fidelização não deveria significar dificultar a saída, mas criar condições para que permanecer continue sendo uma escolha. Isso passa por dar ao cliente controle para ajustar, pausar ou encerrar a relação quando necessário. A recorrência cria vários momentos de decisão ao longo do relacionamento; uma gestão simples e transparente ajuda a preservar uma experiência positiva, mesmo quando o cliente decide mudar de plano ou interromper a assinatura.
[GRANDES NOMES DA PROPAGANDA]
Cofrinho transforma planejamento da compra em estratégia de relacionamento
O Mercado Pago lançou o “Cofrinho para suas Comprittas”, ferramenta que permite reservar até R$ 2 mil para uma compra futura no Mercado Livre enquanto o valor rende. O saldo pode ser usado diretamente no checkout ou retirado para outra finalidade, mas, nesse segundo caso, o cliente perde os rendimentos acumulados. A proposta é incorporar organização financeira e planejamento à própria jornada de compra.
Sempre procuramos trazer por aqui movimentos interessantes, e esse é um deles, porque faz o relacionamento começar antes da transação. Em vez de disputar o consumidor apenas quando ele decide comprar, o ecossistema tenta participar também do período em que ele ainda está se preparando para isso. Ao conectar planejamento, benefício financeiro e uso do saldo dentro da mesma jornada, a estratégia cria mais um ponto de contato e um incentivo para que uma intenção futura de compra permaneça dentro do ecossistema.
[CRUZELY]
Após críticas, novo programa da Carnival entra em operação e muda lógica do status
A reformulação do programa da Carnival já apareceu por aqui quando ainda havia sido anunciada e enfrentava forte reação de clientes. Agora, o Carnival Rewards entrou oficialmente em operação e substituiu o antigo modelo baseado principalmente em noites navegadas. A nova lógica passa a considerar gastos: a cada US$ 1 gasto em compras elegíveis, o participante recebe três pontos, que podem ser usados em cruzeiros e experiências a bordo, e três estrelas, que contam para alcançar os níveis de status. Diferentemente do sistema anterior, em que o status não regredia, os novos níveis passam a depender de ciclos de qualificação.
A mudança continua mais complexa e controversa, mas a estreia também mostra uma outra face do redesenho. Passageiros de níveis mais baixos, que antes precisavam acumular muitas noites até acessar benefícios mais relevantes, agora passam a acumular pontos resgatáveis a partir dos gastos realizados no programa. É justamente essa tensão que torna o caso interessante de acompanhar: ao tentar reconhecer mais formas de relacionamento e tornar o status mais ligado ao valor gerado, a Carnival também mexe em expectativas construídas durante anos.
[RETAIL NEWS ASIA]
Mais de um terço dos consumidores asiáticos deixaria a IA trocar de marca por uma opção melhor
Mais de um terço dos consumidores asiáticos permitiria que a inteligência artificial (IA) substituísse uma marca por uma concorrente caso encontrasse uma opção mais adequada, segundo dados da Accenture citados pela Retail News Asia. A lógica está ligada ao avanço de assistentes capazes de comparar alternativas considerando fatores como preço, características do produto e adequação à necessidade do consumidor, reduzindo a necessidade de fazer essa busca manualmente.
Para loyalty, a provocação é grande: a preferência construída com o consumidor pode passar a disputar espaço com a recomendação feita por uma máquina no momento da decisão. Pontos, benefícios e histórico de relacionamento podem continuar pesando nessa escolha, mas talvez não sejam suficientes se o agente identificar outra opção que responda melhor ao que foi pedido. Nesse cenário, fidelização deixa de depender apenas de ser lembrado ou preferido pelo cliente e passa também por entender quais são os atributos que farão uma marca continuar sendo escolhida quando parte da comparação estiver nas mãos da IA.
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