69% recorrem à IA quando o assunto é saúde | Radar TSI #304

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RADAR é uma curadoria do Tudo Sobre Incentivos, um espaço dedicado a comentários e indicações de conteúdos relacionados ao mundo da fidelização e do engajamento. Nesta edição do Radar TSI #304, mostramos como a inteligência artificial já aparece no início da jornada de saúde dos brasileiros, mas ainda tem peso menor nas decisões; como o Nubank reformulou o NuCoin com níveis, temporadas e missões; por que uma varejista estadunidense decidiu manter os clientes envolvidos na evolução de seu programa; e como o celular avança nos pagamentos por aproximação, mas em ritmos diferentes entre os públicos.

 

 

[PWC BRASIL]
69% recorrem à IA quando o assunto é saúde; só 20% a citam na decisão

A inteligência artificial (IA) já ganhou espaço importante no início da jornada de saúde dos brasileiros, mas confiança e influência ainda não caminham no mesmo ritmo. Segundo a pesquisa Voz do Consumidor 2026, da PwC, realizada com 21.808 consumidores em 27 países, 69% dos entrevistados no Brasil dizem recorrer à IA como primeiro recurso quando têm uma dúvida sobre saúde. O índice é o terceiro maior entre os países pesquisados. Mas, quando chega a hora de decidir, porém, apenas 20% colocam essas ferramentas entre as cinco maiores influências sobre suas escolhas. 

Se, em uma área tão sensível quanto a saúde, a IA já é o primeiro recurso para muitas pessoas, mas ainda tem peso menor na decisão final, fica claro que uso, confiança e influência não avançam necessariamente no mesmo ritmo quando estamos falando dessa tecnologia. Para quem trabalha com relacionamento, entender essa distância entre uso e confiança será tão importante quanto acompanhar a própria adoção da IA, isso em todas as áreas.

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[TECNOBLOG]
NuCoin ganha temporadas, níveis e missões para ampliar o engajamento

O Nubank reformulou o NuCoin e passou a estruturar o programa em temporadas de três meses, cada uma com benefícios, jogos e missões próprios. A nova versão conta com cinco níveis e combina diferentes tipos de recompensa: a cada R$ 100 em compras no cartão, o cliente recebe números para sorteios; a partir do nível 3, entram cupons de parceiros; no nível 4, uma Caixinha Turbo com rendimento de 115% do CDI; e, no nível 5, sorteios de ingressos e outras experiências.

Segundo a empresa, outras ações deverão contar para subir de nível, como pagar a fatura em dia e usar outros serviços do Nubank. A arquitetura chama atenção porque combina progressão, variedade de recompensas e renovação periódica dos objetivos. Como já discutimos no TSI, tiers funcionam melhor quando avançar exige esforço, mas continua parecendo possível, e quando os benefícios ganham relevância e exclusividade nos patamares superiores. O desafio, no entanto, está em fazer com que os critérios de progressão estimulem o avanço sem tornar a experiência complexa demais.

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[CX DIVE]
Varejista estadunidense coloca clientes no centro da evolução do programa

Um exemplo que vem dos Estados Unidos: a At Home, varejista de móveis e artigos para decoração da casa, reformulou seu programa de fidelidade, lançado em 2017 como Insider Perks e agora rebatizado de Design Rewards. Para definir a nova estrutura, a empresa combinou pesquisas com clientes, grupos focais, testes de CRM e de comportamento e um estudo para entender quais benefícios eram mais valorizados e como os consumidores avaliavam diferentes combinações de vantagens.

Mas o que mais chama atenção é que a escuta não termina com o lançamento. A At Home pretende manter uma comunidade e um painel de consumidores para receber feedback recorrente e usar essas informações na evolução de benefícios, experiências, comunicação e personalização. É um bom exemplo de programa tratado como algo vivo: depois de quase uma década, a empresa não apenas mudou recompensas e regras, mas criou uma forma de continuar ouvindo quem participa para decidir os próximos ajustes.

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[PANORAMA ABECS]
41% já usam celular para pagar por aproximação

O celular está ganhando espaço também na hora de pagar. Pesquisa do Datafolha para a Abecs mostra que, entre os consumidores que fazem pagamentos por aproximação, o uso do smartphone passou de 30% para 41% em dois anos. Entre os jovens de 18 a 24 anos, o índice chega a 62%, e fica em 60% entre aqueles de 25 a 34 anos. O cartão físico, porém, continua presente: 65% dos usuários de pagamento por aproximação também utilizam esse formato.

Mais do que uma simples substituição de um formato pelo outro, os dados mostram uma transição que acontece em velocidades diferentes. Entre os usuários com 60 anos ou mais, 89% ainda utilizam o cartão físico, enquanto o celular avança principalmente entre jovens, pessoas de maior renda e maior escolaridade. Para programas de fidelidade e benefícios ligados ao pagamento, essa coexistência importa. A experiência precisa acompanhar a forma como cada público prefere transacionar, sem pressupor que a digitalização acontece da mesma maneira para todos.

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