RADAR é uma curadoria do Tudo Sobre Incentivos, um espaço dedicado a comentários e indicações de conteúdos relacionados ao mundo da fidelização e do engajamento. Nesta edição do Radar TSI #287, reunimos leituras sobre a necessidade de traduzir loyalty também na lógica financeira do negócio, a mudança de controle da Stix com manutenção do ecossistema de coalizão, os cuidados na escolha de plataformas tecnológicas e muito mais.
Vamos começar o Radar de hoje com uma provocação importante para o setor: muitos programas de fidelidade ainda são defendidos dentro das empresas com métricas de marketing e operação, como adesão, engajamento ou frequência de uso, quando o que CFOs e conselhos querem entender é outra coisa — quanto o programa realmente gera de resultado financeiro. No artigo, o autor usa exemplos do setor aéreo para mostrar como iniciativas de loyalty já se tornaram ativos de enorme valor, mas argumenta que esse valor nem sempre é traduzido com clareza para a lógica financeira da empresa.
Em vez de olhar apenas para indicadores de participação, a ideia é que os programas passem a ser avaliados também por perguntas mais diretas: quanto de receita incremental eles geram de fato, quanto custam para operar, qual margem líquida entregam e que tipo de obrigação futura acumulam com os pontos emitidos. À medida que os programas ganham peso estratégico, defendê-los só com narrativa de engajamento pode deixar de ser suficiente.
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A RD Saúde, dona da Raia Drogasil, comprou por R$ 23 milhões a fatia de 66,67% que o GPA ainda detinha na Stix Fidelidade, tornando-se a única controladora da plataforma. O GPA, porém, seguirá como parceiro estratégico da empresa, permitindo que clientes de bandeiras como Pão de Açúcar e Extra continuem acumulando e resgatando pontos. A operação ainda será submetida ao Cade.
Mesmo com a saída societária do GPA, a manutenção da parceria indica uma preocupação em preservar a continuidade da experiência para o consumidor final e a lógica de ecossistema da plataforma. O caso chama atenção porque mostra que, nesse tipo de operação, a mudança de controle não necessariamente significa ruptura comercial — especialmente quando a proposta de valor depende justamente da amplitude da rede de acúmulo e resgate.
Aluísio Diniz Cirino, CEO e fundador da Alloyal, defendeu nesse podcast que a escolha de uma plataforma tecnológica de loyalty só faz sentido quando a empresa já sabe qual alavanca quer mover no negócio e tem condições mínimas para sustentar o programa. Entre os pontos citados na conversa estão facilidade de gestão, integrações, catálogo de recompensas, segurança da informação e comunicação constante como critérios centrais para uma boa plataforma. O executivo também chama atenção para um erro recorrente: escolher solução apenas por preço e acabar contratando uma estrutura estática, com pouca capacidade de evolução.
Durante a conversa, o Aluísio criticou o uso de loyalty como resposta genérica para problemas estruturais. Reforçando a ideia de que programa de fidelidade não substitui o básico da operação nem resolve, sozinho, dores que a empresa ainda não entendeu direito. Essa leitura recoloca a tecnologia no lugar certo: não como ponto de partida automático, mas como parte de uma estratégia que precisa de objetivo claro, governança e capacidade real de execução.
O Azul Fidelidade registrou crescimento de 17% nos resgates de voos internacionais no primeiro trimestre, com destaque para a plataforma Azul Pelo Mundo, que permite emissão em mais de 30 companhias internacionais. Houve ainda um avanço de 10% na demanda internacional durante o Mês do Consumidor, além de crescimento de 20% nos pedidos do Shopping Azul Fidelidade, com destaque para vouchers de hotéis, aplicativos de transporte, combustível e compras online.
Ao mesmo tempo em que amplia opções de resgate mais ligadas ao cotidiano e à viagem, a Azul também reforça a camada de exclusividade com os novos níveis Diamante Unique e Azul One, voltados aos clientes de maior valor e engajamento. O movimento chama atenção porque mostra o programa tentando equilibrar duas frentes: ampliar utilidade e frequência de uso dos pontos, sem abrir mão de experiências mais personalizadas para a base premium. Os resultados apresentados sugerem que essa combinação vem ganhando tração.
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