RADAR é uma curadoria do Tudo Sobre Incentivos, um espaço dedicado a comentários e indicações de conteúdos relacionados ao mundo da fidelização e do engajamento. Nesta edição do Radar TSI #284, reunimos artigos e estudos sobre a queda dos pontos expirados, o avanço da IA no setor bancário sem perda de autonomia do cliente, a parceria entre Accor e Uber para ampliar o loyalty no dia a dia e muito mais.
Já trouxemos no Radar TSI #272 os dados da ABEMF (Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização) que mostram a queda histórica dos pontos expirados e o avanço no uso dos benefícios. Neste texto, alguns executivos do setor analisam esse movimento. Na visão deles, ele foi impulsionado por dois vetores. De um lado, a Inteligência Artificial e a segmentação mais refinada ajudam a tornar as ofertas mais aderentes ao perfil e ao momento de consumo de cada cliente. De outro, o contexto de orçamento mais pressionado reforça a busca por benefícios mais imediatos, práticos e ligados ao cotidiano.
A leitura é interessante porque reforça algo que o mercado de fidelização conhece bem: programas não são desenhados para acumular saldo parado, mas para estimular uso, recorrência e percepção de valor. É justamente quando pontos, milhas ou outros benefícios são efetivamente utilizados que eles passam a cumprir melhor seu papel de incentivar novas compras, aumentar frequência e fortalecer o vínculo com a marca. Nesse sentido, a matéria ajuda a olhar para essa combinação entre personalização, uso mais frequente dos benefícios e a ideia de que o resgate, mais do que o simples acúmulo, é uma das engrenagens que movem lealdade e fidelização.
O estudo “Principais Tendências Bancárias para 2026”, da Accenture, feito com 10 mil consumidores em dez países, incluindo mil brasileiros, mostra uma tensão importante no avanço da Inteligência Artificial no setor financeiro: os clientes querem automação, mas não delegação irrestrita. Há forte interesse por assistentes de IA integrados aos apps bancários, capazes de responder dúvidas e executar tarefas, e esse tipo de recurso já começa a influenciar até a fidelidade às instituições. Ao mesmo tempo, a confiança nos bancos ainda supera a depositada em plataformas de IA generativa quando o assunto envolve dados e decisões sensíveis.
O ponto mais interessante está justamente nesse equilíbrio. Essa matéria mostra que a maioria dos brasileiros quer manter a decisão final sobre cada ação executada por assistentes de IA, com possibilidade de aprovar, interromper ou ajustar seu funcionamento a qualquer momento. A leitura é relevante porque sugere que, no setor bancário, a próxima fase dessa tecnologia tende a avançar menos por substituição total e mais por modelos de colaboração entre humano e máquina — com autonomia, transparência e governança como condições para sustentar a confiança.
A Accor e a Uber anunciaram uma parceria multi-mercado que conecta o programa ALL Accor aos serviços de Uber e Uber Eats, ampliando o uso da fidelização para momentos do dia a dia, e não só da viagem ou da estadia. O acordo prevê vinculação de contas, novas possibilidades de acúmulo de pontos ALL Accor em corridas e entregas, além de benefícios cruzados entre as duas plataformas. O lançamento começa no segundo semestre em mercados como França, Alemanha e Polônia para Uber e Uber Eats, e Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar e Marrocos para corridas de Uber.
O ponto mais importante aqui está na lógica da parceria, que é aproximar hotelaria, mobilidade e delivery em um mesmo ecossistema de loyalty. Na prática, a Accor tenta expandir o valor do programa para além da hospedagem, enquanto a Uber reforça sua ambição de operar também como plataforma de membership ligada à rotina. Mesmo sendo um anúncio institucional, o movimento chama atenção por reforçar uma direção já visível no setor, programas de fidelidade buscam cada vez mais relevância em jornadas híbridas, em que viagem e cotidiano passam a se sobrepor.
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Essa pesquisa da LoyaltyLion com consumidores dos Estados Unidos sugere que programas de fidelidade ligados ao ecommerce vêm ganhando peso real na decisão de recompra. Segundo o levantamento, os consumidores participam, em média, de 3,16 programas desse tipo e usam ativamente 2,77 deles. Mais importante: 91% afirmam que ser membro de um programa influencia a decisão de voltar a comprar da mesma marca.
Mesmo sendo um recorte do mercado estadunidense, o estudo chama atenção por um ponto que ultrapassa a geografia: a expectativa de que loyalty acompanhe a jornada inteira. 88% consideram importante poder usar o programa em loja física, 86% no site da marca e 81% querem acumular pontos mesmo quando compram por varejistas terceiros. O valor do loyalty parece depender cada vez menos da existência do programa em si e mais da capacidade de funcionar de forma contínua onde quer que a compra aconteça.
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