RADAR é uma curadoria do Tudo Sobre Incentivos, um espaço dedicado a comentários e indicações de conteúdos relacionados ao mundo da fidelização e do engajamento. Nesta edição do Radar TSI #267, reunimos artigos e estudos que trazem um alerta sobre a segurança dos programas de fidelidade, discutem o uso de dados no loyalty e como ele vem sendo interpretado, além de exemplos práticos de estratégias de fidelização na alta renda e muito mais.
As discussões sobre segurança em programas de fidelidade não são novidade — nós já tratamos do tema aqui, inclusive —, mas um estudo recente da NordVPN, em parceria com o app de eSIM Saily, trouxe um ponto específico para o debate: o aumento da venda de contas de programas de companhias aéreas e redes hoteleiras na dark web. Segundo a pesquisa, perfis roubados — alguns com centenas de milhares de milhas — estão sendo comercializados por valores que variam de US$0,75 a US$200, enquanto bases de dados completas de hotéis podem chegar a US$3.000.
De acordo com o levantamento, essas contas são obtidas por meio de práticas como phishing, vazamentos de dados e reutilização de senhas, e depois usadas para reservas de viagens, emissão de vouchers, upgrades e transferência de pontos. Como as operações seguem fluxos considerados legítimos, os golpes nem sempre são identificados de imediato. O estudo também indica que esse tipo de atividade se intensifica em períodos de maior demanda, quando o volume de transações nos programas aumenta.
O texto traz uma leitura crítica sobre o uso de dados em programas de fidelidade. A partir do conceito de “preços de vigilância”, a matéria aponta que dados podem ser usados não apenas para personalizar benefícios, mas também para ajustar descontos conforme a propensão de cada cliente a pagar o preço cheio — inclusive em situações em que consumidores mais frequentes recebem menos estímulos. Ao longo do texto, esse uso intensivo de dados é apresentado como um ponto de atenção para o consumidor e como um tema que exige maior regulação e fiscalização.
Para o mercado brasileiro, em que a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) já estabelece regras claras sobre coleta, uso e transparência de dados, o debate reforça a importância de práticas responsáveis e bem comunicadas. Quanto mais claro for para o consumidor como seus dados são usados e qual valor ele recebe em troca, menor o risco de que estratégias de personalização sejam interpretadas apenas como mecanismos de precificação.
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O Bradesco detalhou os resultados do Segmento Principal, sua nova segmentação voltada a clientes com renda entre R$25 mil e R$10 milhões, criada para ocupar o espaço entre o Prime e o private banking. Segundo o banco, a iniciativa já alcançou 320 mil clientes, conta hoje com 62 escritórios dedicados e tem plano de expansão para 110 unidades em 2026, com impactos diretos na fidelização e no aumento do volume sob gestão — ou seja, no total de recursos financeiros que os clientes confiam ao banco para administrar.
De acordo com a instituição, esse avanço está ligado a uma proposta de relacionamento mais próxima, que combina planejamento financeiro recorrente, revisão dos benefícios do cartão de crédito, oferta de seguros e produtos de empresas do grupo e o acesso a uma plataforma internacional, estruturada a partir da aquisição do BAC Florida. O banco destaca ainda que a redução do número de clientes por gerente e especialistas têm fortalecido a execução das estratégias recomendadas e contribuído para que uma parcela maior do patrimônio desses clientes permaneça concentrada no relacionamento com a instituição.
Depois da primeira edição, que já acompanhamos de perto aqui no TSI, a ESPM abre uma nova turma da Certificação em Loyalty Management 4.0, reforçando uma abordagem de formação focada no como fazer da fidelização. Com 48 horas de carga horária e formato híbrido, o curso percorre desde fundamentos como jornada do cliente e psicologia da lealdade até temas mais técnicos, como modelagem financeira de programas, definição de KPIs, gamificação e uso de dados e IA, aplicados a diferentes contextos de negócio.
A proposta segue sendo formar profissionais capazes de sair do curso com um programa de fidelidade estruturado, indo além do discurso conceitual. Ao aprofundar a prática, da lógica econômica à execução e mensuração de resultados, a nova edição reforça um ponto que já discutimos diversas vezes: fidelização exige método, repertório técnico e visão integrada entre estratégia, dados, experiência e operação.
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