[Radar TSI #291] 79% dos brasileiros priorizam cashback na escolha de banco

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RADAR é uma curadoria do Tudo Sobre Incentivos, um espaço dedicado a comentários e indicações de conteúdos relacionados ao mundo da fidelização e do engajamento. Nesta edição do Radar TSI #291, reunimos leituras sobre o uso ainda limitado dos dados de loyalty, o peso crescente do cashback na escolha de bancos e fintechs, os efeitos da conveniência sobre o comportamento de consumo e muito mais.

[FORRESTER]
Empresas têm dados de loyalty, mas ainda usam pouco esse ativo

Novo estudo da Forrester Consulting, encomendado pela Zeta e realizado com profissionais seniores de loyalty e marketing em empresas B2C dos Estados Unidos, mostra que os programas de fidelidade já são vistos como fonte estratégica de dados para retenção, relacionamento e valor do cliente. Embora não se trate do Brasil, o recorte ainda ajuda a iluminar uma tendência relevante para o setor. Segundo o levantamento, 80% consideram esses dados críticos para objetivos de longo prazo. O problema é que, na prática, boa parte desse potencial continua travada: 68% dizem ter, no máximo, integração apenas parcial entre dados de loyalty e outras fontes internas.

Os obstáculos aparecem de forma bem clara. Todos os respondentes relatam algum tipo de barreira para ativar melhor esse ativo, com destaque para qualidade dos dados (61%), integração insuficiente (57%) e silos organizacionais (48%). O estudo também mostra que 91% acreditam que problemas ligados a dados estão atrasando metas de relacionamento com clientes. Esse retrato reforça uma discussão importante para o mercado: loyalty já produz informação valiosa, mas transformar isso em personalização, retenção e crescimento ainda depende menos de coleta e mais de integração, capacidade analítica e execução.

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[BP MONEY]
Cashback pesa cada vez mais na escolha de bancos e fintechs

Pesquisa do Instituto Locomotiva, encomendada pela 99Pay, mostra que o cashback vem ganhando força como critério de escolha no setor financeiro no Brasil. Entre os consumidores da classe C, 79% dizem priorizar bancos, contas digitais ou fintechs que oferecem esse tipo de benefício ao abrir uma conta. O percentual fica acima da média nacional, de 76%, e sobe para 80% entre os brasileiros que usam bancos digitais e fintechs como principal instituição financeira.

Os dados sugerem que o cashback deixou de funcionar apenas como atrativo promocional e passou a reforçar a percepção de valor dos serviços financeiros no uso cotidiano. O levantamento também mostra que 95% dos brasileiros bancarizados conhecem o benefício e que seis em cada dez já usam ou usaram algum programa do tipo. O avanço do cashback ajuda a mostrar como retorno financeiro imediato, simplicidade e sensação de ganho concreto seguem influenciando a relação dos consumidores com plataformas digitais.

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[FOLHA DE S.PAULO]
Quando o consumo fica fácil demais, o autocontrole perde força

Com base em explicações da economista comportamental Flávia Ávila, a matéria ajuda a entender como decisões financeiras são atravessadas menos por racionalidade pura e mais por emoção, hábito, cansaço e contexto. Em rotinas marcadas por conveniência, compras em um clique e menor percepção imediata de perda, gastar tende a exigir menos esforço do que parar para refletir.

O texto chama atenção porque mostra que a desorganização financeira não nasce só da falta de disciplina, mas também de ambientes que facilitam o impulso e empurram o consumidor para decisões automáticas. Vieses como foco excessivo no presente, contabilidade mental e otimismo excessivo ajudam a explicar por que tantas pessoas gastam mais do que pretendem, mesmo quando sabem o que “deveriam” fazer. No fim, a leitura reforça uma discussão mais ampla sobre consumo: remover fricção acelera a conversão, mas também altera a forma como o consumidor percebe custo, urgência e recompensa.

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[EMARKETER]
Duolingo amplia aposta em anúncios recompensados dentro do app

A plataforma de cursos lançou um novo formato de anúncio em vídeo para quem usa a versão gratuita do app. Funciona assim: antes da primeira lição do dia, o usuário pode assistir a um vídeo de 30 segundos e, em troca, ganha 30 minutos sem limite de energia para continuar estudando. Na prática, isso permite seguir com os exercícios sem a restrição que normalmente limita o uso de quem não assina a plataforma. A iniciativa reforça a aposta da empresa em publicidade recompensada, modelo em que a visualização do anúncio dá acesso a uma vantagem prática dentro do app.

Publicidade, assinatura e experiência do usuário já se misturam mais do que antes. Embora não seja um caso isolado, o movimento do Duolingo ajuda a ilustrar como plataformas vêm usando recompensa, escolha e progressão para monetizar sem romper totalmente a experiência. É uma dinâmica que conversa diretamente com discussões sobre engajamento, valor percebido e comportamento em ambientes gamificados.

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