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 O que Internet das Coisas (IoT) e loyalty marketing têm em comum? Praticamente tudo! Quando pensamos na evolução dos programas de incentivo e no uso de tecnologias, como os canais mobile, para promover o engajamento de clientes, podemos muito bem incluir a conexão proposta pela IoT.

Para quem ainda não está habituado ao termo, a Internet das Coisas é considerada uma importante revolução tecnológica. É basicamente conectar à internet os equipamentos que utilizamos no dia a dia. Segundo estimativas da Gartner e ABI Research, até 2020 serão 30 milhões de dispositivos conectados à IoT.

Enquanto esse futuro muito próximo não chega, já podemos presenciar a Internet das Coisas ao nosso redor. Os wearables, por exemplo, são realidade no mundo todo. E isso inclui o Brasil. Temos desde roupas com sensores para monitorar o desempenho nos exercícios físicos, até as pulseiras ATAR band para pagamentos em máquinas de cartão de crédito.

Mas vamos ao que interessa. Como aplicar essa inovação aos programas de relacionamento? Primeiramente, é importante lembrar que os dois conceitos – IoT e Loyalty 3.0 – possuem recursos em comum. Por exemplo, o Big Data e a geolocalização.

Imagine que você está fazendo compras no supermercado. Como participante do programa de relacionamento, você recebe pelo celular, ofertas exclusivas. Tudo de acordo com seus hábitos de consumo. Ou então você é informado sobre as melhores maneiras de resgatar pontos naquele instante. A experiência pode ficar ainda mais interessante. E se o você entrar na loja com pressa? Não seria bom receber no celular um mapa para conseguir chegar aos produtos que deseja?  

Diversas possibilidades se abrem quando integramos Internet das Coisas e Loyalty 3.0. E os exemplos não são de outro planeta. Logo ali, no mundo encantado da Disney, os hóspedes do Walt Disney Resort recebem a pulseira MagicBand que, conectada ao celular, ajuda a organizar os passeios nos parques, buscar as melhores rotas e fugir de atrações lotadas.

O papel da geolocalização na Internet das Coisas

Já vimos que Big Data é um recurso que une IoT e loyalty marketing. A geolocalização também tem um papel importante na união desses conceitos, afinal, a compreensão do perfil do participante de um programa somada às ofertas direcionadas garante a personalização do relacionamento entre marcas e clientes.

Sexta-feira à noite, antes de ir para casa, você sai para comprar cerveja. Ao entrar no estabelecimento, o app da marca que você costuma comprar e pontuar suas compras, envia notificações para mostrar em qual geladeira daquele PDV está a sua bebida favorita. Também avisa que você passou de nível no programa de relacionamento e, por isso, ganhará um produto da marca grátis.

Nas compras do mês, a realidade aumentada (conhece o project Tango do Google?) leva você a uma experiência diferente nos corredores do supermercado. Banners promocionais saltam na tela, demonstrações de produtos invadem as gôndolas virtuais e, ao longo do corredor, diversos lembretes e interações estão no seu smartphone. Incrivelmente, essas ações têm a ver com seu perfil de compra! É nesse momento que podemos mostrar como os dados gerados pelos programas de relacionamento podem conduzir ações inovadoras, que utilizam a geolocalização, gamificação e Internet das Coisas.

Poderíamos ficar o dia todo falando sobre as possibilidades. Porém o mais importante é considerar o uso da IoT hoje, como uma forma concreta e inovadora de engajar os seus clientes, sejam eles consumidores finais, parceiros de negócios ou funcionários. Deixo aqui dois artigos bacanas para sua leitura, um da Forbes e outro da Welcome Real Time.

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Henrique Zavataro

Executivo de vendas com mais 20 anos no mercado de tecnologia, especialista em sistemas de gerenciamento de energia elétricas, IoT, CRM e Loyalty Marketing. É Diretor de tecnologia na Energy I/O e possui expertise na criação e otimização de estratégias para gerenciamento e controle ativo de energia e utilidades.