[Radar TSI #279] Milhas públicas avançam na Câmara, loyalty chega à leitura de notícias, o peso econômico dos programas aéreos e +
//Engajador Rhebeka VasconcelosRADAR é uma curadoria do Tudo Sobre Incentivos, um espaço dedicado a comentários e indicações de conteúdos relacionados ao mundo da fidelização e do engajamento. Nesta edição do Radar TSI #279, reunimos artigos e estudos que mostram o avanço do projeto de milhas públicas na Câmara, a aplicação de mecânicas de loyalty ao consumo recorrente de notícias, o ranking que reforça o peso econômico dos programas de fidelidade no setor aéreo e muito mais.
[SBT NEWS]
Projeto sobre “milhas públicas” avança na Câmara
O PL 6.483/2025, que cria a chamada Política Nacional de Milhas Públicas, avançou na Câmara dos Deputados após a aprovação do regime de urgência na terça-feira (24) e pode ser votado diretamente no plenário nos próximos dias. A proposta prevê que pontos e milhas gerados em passagens aéreas pagas com recursos públicos passem a pertencer ao ente federativo responsável pela despesa, com uso destinado à emissão de viagens para atletas, estudantes, pesquisadores e participantes de programas de esporte escolar.
O tema já mobiliza discussões no mercado de fidelização. Segundo a Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF), os programas foram estruturados com base em relações individualizadas entre cliente e empresa, e uma mudança desse tipo exigiria adaptações técnicas e operacionais relevantes, além de poder afetar a lógica econômica e contratual desses modelos. A tramitação do projeto recoloca em pauta uma discussão importante sobre a natureza, a titularidade e a destinação dos benefícios gerados dentro dos programas. Seguiremos acompanhando o tema e traremos novidades conforme a tramitação avançar.
[THE DAILY RECORD]
Recompensar a leitura de notícias?
Sim, essa é a proposta da SmartNews, plataforma de curadoria e descoberta de notícias, que anunciou nos Estados Unidos um programa de recompensas que permite aos usuários acumular pontos ao ler artigos no aplicativo, com possibilidade de troca por gift cards ou doações para instituições beneficentes. Segundo a empresa, a iniciativa foi inspirada em um modelo já implementado no Japão e começou a ser testada no mercado estadunidense no fim de 2025, antes de sua ampliação mais recente.
A novidade não está na ideia de fidelização para além da transação — lógica já bastante consolidada para quem acompanha o setor —, mas na forma como ela aparece aqui. O exemplo chama atenção por aplicar mecânicas de loyalty a um comportamento recorrente que costuma ser tratado mais como hábito de uso do que como relação de consumo propriamente dita: a leitura de notícias. Nesse sentido, a proposta ajuda a observar como programas de recompensa continuam se expandindo para rotinas digitais diversas, buscando reconhecer frequência, permanência e engajamento mesmo fora de contextos clássicos de compra.
ACESSE O CONTEÚDO COMPLETO (EM INGLÊS)
[PASSAGEIRO DE PRIMEIRA]
Ranking reforça peso econômico dos programas no setor aéreo
A consultoria On Point Loyalty divulgou a edição de 2026 de seu ranking dos 100 programas de fidelidade de companhias aéreas mais valiosos do mundo, com base em um modelo que considera mais de 50 variáveis, entre elas desempenho financeiro e operacional das companhias, estrutura dos programas e fatores macroeconômicos e regulatórios. O ponto central do estudo é que ele não mede o valor das milhas para o consumidor, mas sim o valor financeiro dos programas como negócios — e, nesse sentido, reforça como essas estruturas seguem sendo ativos estratégicos relevantes para as companhias aéreas.
Entre os destaques do ranking, o LATAM Pass aparece na 21ª posição, com valor estimado em US$ 3,8 bilhões, enquanto a Smiles ocupa a 22ª, com US$ 3,2 bilhões. O Azul Fidelidade surge na 41ª posição, avaliado em cerca de US$ 650 milhões. A leitura mais interessante aqui está justamente na dimensão econômica desses programas: mais do que ferramentas de engajamento, eles seguem operando como negócios relevantes dentro do setor aéreo, com impacto direto sobre receita, estratégia e percepção de valor das companhias.
[LOYALTY & REWARD CO]
Quando loyalty vira padrão de categoria, o programa sozinho deixa de diferenciar
Esse artigo parte de uma questão cada vez mais relevante para o setor: o que acontece quando programas de fidelidade deixam de diferenciar e passam apenas a reproduzir a lógica já dominante em cada categoria? A leitura central é que, nesse momento, loyalty perde força estratégica. Quando a marca replica a mecânica que já virou padrão no mercado, o programa deixa de operar como vantagem competitiva e passa a funcionar como custo de entrada — algo que precisa existir, mas que já não oferece, por si só, uma razão clara para escolha ou preferência.
A saída sugerida é abandonar a lógica da imitação e desenhar programas a partir da identidade da marca, da proposta de valor do negócio e do comportamento real dos membros. O texto sustenta essa ideia com exemplos como o da australiana Grill’d, que trocou a lógica tradicional de pontos por badges por visita com possibilidade de doação para caridade, e o da Nike, cuja proposta está mais centrada em conteúdo, comunidade, apps conectados e acesso exclusivo do que em saldo acumulado. O ponto mais importante, portanto, é que programas tendem a sustentar preferência no longo prazo quando entregam um valor coerente com a marca e com a relação que ela quer construir — e não quando apenas repetem a mecânica da categoria.
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