RADAR é uma curadoria do Tudo Sobre Incentivos, um espaço dedicado a comentários e indicações de conteúdos relacionados ao mundo da fidelização e do engajamento. Nesta edição do Radar TSI #273, reunimos artigos e estudos que mostram por que 2026 exige agilidade estratégica em um cenário econômico em transformação, exploram como academias evoluem para plataformas de bem-estar orientadas à retenção e destacam a mentoria e a liderança como ativos estruturais da fidelização e muito mais.
O Carnaval passou e, para muitos brasileiros, o ano finalmente começou. Para quem atua com marketing, dados e fidelização, porém, 2026 já vinha mostrando que seria um período menos previsível do que aparenta. Análise da Visa indica que, apesar da projeção de crescimento global estável de 2,7%, a economia está sendo estruturalmente redesenhada por inteligência artificial, novas dinâmicas de comércio e digitalização. Entre os principais vetores estão a resiliência do consumo (alta global real de 2,4%), a retomada dos investimentos — especialmente em infraestrutura de IA — e a reorganização das cadeias de suprimentos para reduzir riscos e ampliar fornecedores.
O ponto mais estratégico está no comportamento: consumidores e empresas estão se adaptando mais rápido, trocando marcas, canais e fornecedores com facilidade graças à tecnologia e à transparência de preços. Em um cenário de transformação contínua, o diferencial competitivo deixa de ser apenas escala ou volume de dados e passa a ser a capacidade de reagir rapidamente com base em insights acionáveis — princípio que impacta diretamente estratégias de engajamento, personalização e fidelização ao longo de toda a jornada do cliente.
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Este artigo analisa como o modelo tradicional das academias — baseado em acesso a equipamentos, preço competitivo e localização — deixou de ser suficiente diante de um consumidor que hoje busca soluções integradas de saúde, performance e qualidade de vida. Segundo o autor, o setor passou a disputar atenção não só com outras academias, mas também com apps, estúdios boutique, clínicas, marcas de suplementação e experiências de autocuidado. Nesse cenário, o conceito de wellness ganha força ao propor uma jornada completa que integra treino, recuperação, alimentação, acompanhamento e relacionamento, transformando a academia em um ecossistema contínuo e orientado a resultados.
Na prática, essa mudança reposiciona a experiência como ativo estratégico: personalização, proximidade e senso de pertencimento passam a influenciar retenção e ticket médio, enquanto parcerias com marcas de saúde e tecnologia deixam de ser ações pontuais e passam a compor o core do negócio. A leitura sugere que a evolução para plataformas de bem-estar não é tendência passageira, mas resposta estrutural a um consumidor que rejeita serviços fragmentados — um movimento que reforça como, também no fitness, valor percebido e vínculo emocional se consolidam como motores de fidelização.
A The Wise Marketer revisitou os cinco anos da série Women in Loyalty™, que evoluiu de entrevistas individuais para um verdadeiro arquivo de liderança aplicada à fidelização. Desde o episódio inaugural com Margaret Murphy, que defendeu que estratégia de loyalty começa com compreensão humana genuína, a série construiu um acervo de relatos sobre como executivas lidam com ambiguidade, escalam engajamento e traduzem estratégia em execução. Em vez de apresentar fórmulas prontas, os episódios exploram decisões reais em setores como varejo, combustíveis, tecnologia e plataformas corporativas.
Um dos fios condutores mais fortes é a ideia de “mentoria virtual”: entrevistas com líderes como Paula Thomas posicionam a troca entre profissionais como ativo estratégico do setor. Outro ponto recorrente é a distinção entre tecnologia e liderança — executivas de plataformas como Antavo e SugarCRM reforçam que sistemas habilitam, mas não substituem clareza estratégica e preparo organizacional. Ao consolidar essas vozes, a série evidencia que fidelização sustentável nasce menos de mecânicas promocionais e mais de culturas centradas em pessoas e lideranças capazes de alinhar dados, execução e propósito.
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A matéria traz um exemplo interessante que dialoga com algo que já abordamos aqui: como o Santander Brasil vem estruturando shows como ativos estratégicos de relacionamento, usando a apresentação de Shakira no projeto Todo Mundo no Rio como vitrine de engajamento. A estratégia inclui ações digitais com fãs valendo ingressos VIP, personalização de cartões, mídia integrada e pré-vendas exclusivas, dentro de um contrato com a produtora Bônus Track para quatro apresentações até 2028. Em 2025, pesquisas internas apontaram o banco como a marca mais associada ao evento, reforçando o impacto da ativação.
O case evidencia como experiências culturais passaram a funcionar como infraestrutura de dados e fidelização. Ao atrair clientes pela paixão por música, o banco consegue mapear preferências e oferecer produtos mais aderentes ao perfil de consumo. O patrocínio deixa de ser apenas exposição de marca e passa a operar como ferramenta de relacionamento contínuo, combinando benefício, emoção e inteligência de dados para fortalecer vínculo e percepção de valor.
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