RADAR é uma curadoria do Tudo Sobre Incentivos, um espaço dedicado a comentários e indicações de conteúdos relacionados ao mundo da fidelização e do engajamento. Nesta edição do Radar TSI #250, reunimos artigos e estudos que mostram a expansão dos modelos por assinatura no Brasil e seus desafios de fidelização, o que o fenômeno Labubu revela sobre comunidade, escassez e storytelling, os novos rumos dos programas de sócio-torcedor e muito mais.
Quase metade dos consumidores brasileiros pretende aumentar seus gastos com assinaturas até 2030, segundo a Pesquisa de Assinaturas 2025, realizada pela Vindi em parceria com o Opinion Box. O entretenimento segue na liderança, com destaque para streaming de vídeo (73%) e música (45%), mas há crescimento consistente em apps de comida, academias, serviços em nuvem e até planos de saúde. Hoje, 56% dos brasileiros já gastam entre R$51 e R$200 por mês com esse tipo de serviço.
A experiência de uso (30%) e o custo-benefício (20%) estão entre os principais fatores de fidelização, além da oferta de vantagens exclusivas para assinantes (26%). Por outro lado, 49% já cancelaram serviços por insatisfação e 39% afirmam não usar com frequência o que assinaram. A retenção em modelos por assinatura exige mais do que a mecânica da recorrência, é preciso garantir valor percebido contínuo, reduzir atritos na jornada e manter uma comunicação clara e contextualizada sobre os benefícios. Esses dados reforçam um ponto recorrente aqui: engajamento sustentável depende de relevância constante e de uma proposta de valor bem ancorada na experiência real do cliente.
Você até pode não saber exatamente o que é um Labubu, mas é bem provável que já tenha esbarrado com a criatura em alguma timeline. Com aparência híbrida entre gremlin e mascote de K-pop, os bonecos da marca Pop Mart se tornaram fenômeno global, movimentando milhões em leilões, criptomoedas, acessórios e coleções de edição limitada. O que começou como um brinquedo de nicho virou um case de lealdade cultural, com uma base de fãs tão dedicada que cria figurinos inteiros para seus Labubus — de camisetas de time a vestidos de noiva.
A conexão com o universo de fidelização pode não parecer óbvia à primeira vista, mas o caso Labubu deixa lições valiosas, mostrando como a combinação entre comunidade ativa, experiência personalizada e recompensa simbólica podem gerar vínculo, recorrência e até valor percebido duradouro. Para quem quiser mergulhar no caso completo, a matéria traz detalhes sobre colecionismo, criptoativos, cultura de escassez e o papel das comunidades digitais na construção de lealdade.
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Durante a edição de 2025 da Rio Innovation Week, realizada neste mês, representantes de Botafogo, Fluminense e do grupo Lance! discutiram os rumos da fidelização no futebol brasileiro. Com peso relevante nas receitas dos clubes, os programas de sócio-torcedor enfrentam o desafio de evoluir: a relação afetiva com o time continua importante, mas já não basta. O torcedor de hoje espera benefícios tangíveis, experiências exclusivas e relacionamento contínuo — e os clubes precisam responder a essa expectativa.
Entre os exemplos citados no painel estão as promoções emergenciais do Fluminense e o esforço do Botafogo para entender melhor o novo perfil do torcedor. Também ganhou destaque a diversificação dos benefícios, como no programa Sócio Lance!, que oferece descontos em transporte e alimentação. Personalização via dados, controle dos ativos de marca e experiências customizadas foram apontados como caminhos promissores. Já trouxemos esse debate sob outro ângulo na entrevista exclusiva com Ariel Alexandre, que aprofunda o potencial da fidelização no esporte como ferramenta de vínculo e recorrência.
O Delfi, maior veículo digital da Lituânia, está reinventando sua estratégia de assinaturas ao incorporar elementos de fidelização. Com 40 mil assinantes ativos e a meta de chegar a 100 mil até 2028, o portal criou o Value Club, um programa de loyalty com recompensas práticas como descontos em lavanderias, academias e alimentação saudável. A iniciativa surgiu após pesquisas e entrevistas mostrarem que o público buscava vantagens úteis no dia a dia, não apenas benefícios culturais, como se imaginava. O lançamento atraiu 15 mil interessados antes mesmo de ir ao ar oficialmente.
A proposta é fortalecer o vínculo com os leitores, especialmente os mais jovens, e apoiar o comércio local com curadoria ética de parceiros. Mais do que uma ferramenta de retenção, o programa tornou-se uma ponte entre audiência, marca e comunidade. O case mostra como os princípios do loyalty — escuta ativa, personalização e entrega de valor percebido — podem ser aplicados com sucesso em segmentos fora do varejo.
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