RADAR é uma curadoria do Tudo Sobre Incentivos, um espaço dedicado a comentários e indicações de conteúdos relacionados ao mundo da fidelização e do engajamento. Nesta edição do Radar TSI #271, reunimos artigos e estudos que mostram como a Accor integrou seu programa de fidelidade ao ChatGPT, o reposicionamento do Azul Fidelidade, com foco renovado no vínculo com os clientes mais engajados, o avanço da economia circular como diferencial competitivo entre marcas de varejo e muito mais.
A Accor lançou um app do programa ALL diretamente dentro do ChatGPT, permitindo que viajantes interajam em linguagem natural para buscar hotéis da rede, informar destino, datas e número de hóspedes, visualizar tarifas (públicas e para membros) e acessar informações detalhadas das propriedades, como tipo de quarto, localização e comodidades. Quando prontos para reservar, os usuários são redirecionados para a plataforma oficial de reservas do grupo. A solução já está disponível em mais de 20 idiomas e foi desenvolvida exclusivamente para o ambiente do ChatGPT, de forma distinta do app móvel da rede.
A iniciativa reforça o uso estratégico da inteligência artificial dentro da Accor, que busca oferecer experiências mais convenientes e personalizadas ao integrar os benefícios do programa de fidelidade aos canais usados no dia a dia dos consumidores. Segundo a companhia, o novo app contribui para aumentar a visibilidade do portfólio global e fortalecer a proposta de valor do ALL, combinando tecnologia, praticidade e relacionamento em uma jornada de reserva mais fluida.
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Segundo a matéria, a Azul apresentou uma nova fase do seu programa de fidelidade durante evento no Palácio Tangará (SP). O CEO John Rodgerson afirmou que a companhia não vinha valorizando os clientes como deveria e que agora é o momento de retomar o foco em quem mais importa. O anúncio reforçou a chegada das categorias Diamante Unique e Azul One — lançamentos que já havíamos destacado no Radar TSI #251 —, com benefícios voltados a quem mais voa ou tem forte vínculo com a marca.
Mais do que uma ampliação de vantagens, a movimentação sinaliza um esforço de reposicionamento após anos desafiadores, marcados por pandemia e reestruturação financeira. Com mais de 20 milhões de participantes no programa, a Azul busca reforçar atributos que sempre fizeram parte da sua identidade, como proximidade, atendimento e reconhecimento, e alinhá-los às expectativas dos clientes mais engajados.
O relatório Future Trends in Marketing 2026, da AMA, aponta que a economia circular está deixando de ser exceção para se tornar estratégia de marca — especialmente no varejo e na moda. Embora apenas 6,9% da economia global seja circular hoje, iniciativas que capturam o valor de materiais descartados podem gerar até US$4,5 trilhões em crescimento até 2030. Marcas como Coach, Lululemon, Patagonia e plataformas como The RealReal e ThredUp mostram como recommerce e reutilização têm se consolidado como pilares de diferenciação.
A Coach, por exemplo, implementou o programa Re(Loved), que oferece bolsas vintage, restauradas, “upcrafted” ou refeitas a partir de peças preexistentes, vendidas diretamente no site. A Lululemon, com o Like New, e a Patagonia, com o Worn Wear, seguem a mesma lógica: incentivar o reaproveitamento, reduzir desperdício e criar vínculo emocional com o consumidor. A AMA reforça que iniciativas assim não só ampliam o ciclo de vida dos produtos, mas também geram valor de marca, engajamento recorrente e contribuem para posicionar a sustentabilidade como parte central da proposta de valor — e não como adereço.
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Uma nova pesquisa liderada pelo Imperial College London vai analisar dados de compras em programas de fidelidade da Tesco e da Boots para identificar padrões de comportamento associados aos estágios iniciais de dez tipos de câncer. O estudo CLOCS-2 (Cancer Loyalty Card Study 2) irá cruzar o histórico de compras de 2.900 voluntários — metade com diagnóstico confirmado e metade sem a doença — para verificar se alterações sutis no consumo de medicamentos isentos de prescrição (como laxantes ou antiácidos) podem indicar sintomas ainda não diagnosticados. A proposta é entender quando essas mudanças começam a ocorrer e usar essas informações para incentivar uma busca médica precoce.
A iniciativa é considerada uma das maiores já realizadas nesse formato e conta com financiamento da Cancer Research UK. O estudo anterior, focado no câncer de ovário, já havia mostrado diferenças de comportamento até oito meses antes do diagnóstico. Se a nova fase for bem-sucedida, o objetivo é avançar para um sistema de alerta digital baseado no padrão de compras de clientes que consentirem com o uso dos dados. Segundo os pesquisadores, trata-se de um exemplo do potencial dos programas de fidelidade como fonte de dados relevantes para a saúde pública — quando utilizados de forma ética, transparente e com consentimento informado.
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