RADAR é uma curadoria do Tudo Sobre Incentivos, um espaço dedicado a comentários e indicações de conteúdos relacionados ao mundo da fidelização e do engajamento. Nesta edição do Radar TSI #257, reunimos artigos e estudos que mostram os riscos crescentes de bots e IA para áreas críticas dos programas de fidelidade, a aposta do Mercado Livre em um pacote que combina entretenimento e conveniência, a transformação da lealdade no turismo e muito mais.
O Global Bot Security Report 2025, da DataDome, testou quase 17 mil sites e achou um quadro preocupante, só 2,8% estavam totalmente protegidos, em 2024, eram 8,4%. Além disso, 3 em cada 5 continuavam sem bloquear nem os bots mais simples. Ao mesmo tempo, cresceram os robôs que coletam conteúdo para treinar IA (“crawlers de LLM”): o volume mais que quadruplicou de janeiro a agosto deste ano, e só os crawlers da OpenAI fizeram quase 1,7 bilhão de requisições em agosto.
Para o setor de loyalty importa por que esses robôs não ficam só “fuçando” páginas, eles chegam a áreas críticas, como formulários (64%), login (23%) e checkout (5%). Isso pode abrir brechas para golpes e fraudes que afetam cadastros, acessos e resgates. Setores como Governo, ONGs e Telecom aparecem entre os mais expostos, segundo a pesquisa. Quem opera programas precisa revisar controles nos pontos de maior valor (cadastro, login e pagamento) e atualizar políticas para tráfego de IA — não é mais “bot vs. humano”, e sim entender a intenção por trás de cada ação.
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O Mercado Livre anunciou um novo plano de assinatura que reúne Netflix, Disney+, Apple TV+ e HBO Max por R$39,90 nos dois primeiros meses, passando para R$74,90/mês. O valor estimado dos quatro serviços separadamente seria de cerca de R$110. Além disso, a partir de 15 de outubro, os três planos de fidelidade da companhia incluirão frete grátis com entrega no mesmo dia em compras acima de R$19. Segundo o VP sênior Fernando Yunes, o Brasil é o primeiro país do mundo a receber esse combo, resultado de mais de um ano de negociação individual com cada streaming.
A estratégia une conteúdo e logística para impulsionar frequência e retenção. Streamings líderes elevam o valor percebido no dia a dia, enquanto o frete expresso reforça a conveniência transacional. Embora não tenha revelado os custos do acordo, Yunes afirmou que o programa de fidelidade “está dando êxito”, com impacto direto na frequência de compra e no engajamento dos consumidores — especialmente com a integração ao Mercado Pago. O movimento mira escala e cross-sell, em um momento decisivo de aquecimento para a Black Friday.
Brian Kelly, fundador do The Points Guy — um dos sites mais influentes sobre programas de fidelidade, viagens e cartões de crédito nos EUA — defende que vivemos a “Platinum Age” da fidelidade em viagens. O centro de gravidade saiu das companhias aéreas e hotéis e passou para os cartões de crédito, com consumidores se identificando como “pessoa Chase” ou “pessoa Amex”, e não mais como cliente fiel de uma companhia aérea. Benefícios como reserva prioritária, lounges e experiências exclusivas se tornaram mais desejados do que milhas difíceis de resgatar.
Kelly vê um movimento de expansão para além dos voos e hospedagens, rumo a ecossistemas com impacto no cotidiano — incluindo programas como o Bilt, que gera pontos até no aluguel e academias, e benefícios que funcionam mesmo sem cartão. Ele defende uma fidelização com menos promessas vagas e mais entregas concretas, emocionais e recorrentes. A próxima fronteira pode incluir blockchain para integração e confiança, novos modelos de comunidade e uma fidelidade que se mede por alegria gerada, não apenas por saldo acumulado. Para ele, o setor caminha para menos contabilidade e mais conexão.
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A MetaMask, uma das carteiras digitais mais usadas para guardar e movimentar criptomoedas, anunciou um programa de US$30 milhões para recompensar quem usa de verdade a plataforma — fazendo trocas, investimentos ou gerenciando ativos digitais. Os prêmios serão pagos em tokens LINEA, e o objetivo é valorizar quem participa ativamente do ecossistema, em vez de atrair apenas quem busca ganhos rápidos.
A iniciativa marca uma mudança de lógica em relação aos chamados “airdrops”, comuns no mercado cripto — quando plataformas distribuem moedas ou bônus gratuitos para gerar visibilidade, mas acabam atraindo usuários temporários, que pegam a recompensa e vão embora. A MetaMask quer fazer o oposto: criar engajamento contínuo e lealdade real. O programa também abre espaço para novos usos, como pagamentos de salários e serviços em cripto, reforçando a ideia de que, mesmo no ambiente Web3, o futuro da fidelização passa por valor recorrente, comunidade e confiança.
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